Ribz ConsórciosRepresentante multimarca Simular meu consórcio

Mercado e comparações

Consórcio de 2024 a 2026: imóvel quase dobrou as vendas, pesados caiu um terço e a desistência mudou de lugar

Entre junho de 2024 e junho de 2026 o consórcio vendeu 31,4% mais cotas por ano, pelo Banco Central. O imóvel quase dobrou as vendas com carta média menor, os pesados venderam um terço a menos com carta 73% maior, e o índice de exclusão caiu em imóveis e subiu em outros bens e serviços.

Por Edson Rocha 6 min de leitura

Neste texto

O resumo em cinco pontos

  • As cotas vendidas em doze meses passaram de 4,36 milhões em junho de 2024 para 5,72 milhões em junho de 2026, 31,4% a mais.
  • O imóvel foi de 873 mil para 1,66 milhão de cotas vendidas por ano, 89,6% a mais, e a carta média caiu de R$ 215,41 mil para R$ 192,95 mil.
  • Os pesados venderam 33,3% menos cotas, e a carta média subiu 73,5%, para R$ 363,04 mil.
  • O índice de exclusão caiu de 58,54% para 54,32% em imóveis e subiu de 36,84% para 45,2% em outros bens e serviços.
  • A taxa média dos grupos novos subiu de 18,22% para 18,97% no sistema, e caiu em pesados e automóveis.

O consórcio cresceu nos dois anos até junho de 2026, e cresceu de jeito diferente em cada bem. Pelo Banco Central do Brasil, o sistema vendeu 5,72 milhões de cotas nos doze meses até junho de 2026, 31,4% a mais que dois anos antes. O imóvel quase dobrou as vendas e passou a responder por 43% do dinheiro do sistema. Os pesados venderam um terço a menos, com cartas bem maiores. E a desistência, medida pelo índice de exclusão, caiu no imóvel e subiu em outros bens e serviços.

De onde vem cada número. Todos os números são do Panorama do Sistema de Consórcios do Banco Central do Brasil, nas datas-base de junho de 2024 e junho de 2026, consultado em 25 de setembro de 2026. As vendas são de cotas comercializadas nos doze meses até cada data, a carta e a taxa são as médias dos grupos formados nesses doze meses, e o índice de exclusão é o estoque acumulado de cotas excluídas sobre o total.

Onde as vendas de consórcio cresceram?

As vendas de consórcio cresceram em todo segmento de bem de uso pessoal e caíram só em pesados entre junho de 2024 e junho de 2026, pelo Banco Central. O imóvel foi de 873 mil para 1,66 milhão de cotas vendidas em doze meses, 89,6% a mais. O automóvel cresceu 15,3%, a moto 19%, os serviços 47,1%, e eletrodomésticos e outros bens duráveis 160,6%, sobre uma base pequena. Os pesados caíram de 289 mil para 193 mil cotas por ano.

Variação das cotas vendidas em doze meses por segmento, de junho de 2024 a junho de 2026As cotas vendidas cresceram 89,6% em imóveis, 47,1% em serviços, 19% em motocicletas e 15,3% em automóveis, e caíram 33,3% em pesados.0%25%50%75%100%Imóveis: 89,60%Imóveis89,60%Serviços: 47,10%Serviços47,10%Motocicletas: 19,00%Motocicletas19,00%Automóveis: 15,30%Automóveis15,30%Pesados (queda): 33,30%Pesados (queda)33,30%
Cotas comercializadas nos doze meses até junho de 2026 contra os doze meses até junho de 2024. A barra de pesados mostra o tamanho da queda. Eletrodomésticos e outros bens duráveis, com alta de 160,6% sobre base pequena, ficaram fora da escala. Fonte: Banco Central do Brasil, Panorama do Sistema de Consórcios.

Com isso, as cotas ativas do sistema passaram de 10,72 milhões para 13,38 milhões, e o dinheiro sob administração de R$ 114,63 bilhões para R$ 164,06 bilhões. O imóvel responde por R$ 70,39 bilhões desse total, 43% do sistema. O retrato de junho de 2026 mostra o tamanho de cada segmento, e este texto mostra o caminho até ele.

A carta média ficou maior ou menor?

A carta média dos grupos novos caiu no imóvel e subiu nos pesados e no automóvel entre junho de 2024 e junho de 2026, pelo Banco Central. No imóvel, foi de R$ 215,41 mil para R$ 192,95 mil, 10,4% a menos, enquanto as vendas quase dobravam. Nos pesados, foi de R$ 209,23 mil para R$ 363,04 mil, 73,5% a mais, enquanto as vendas caíam um terço. No automóvel, de R$ 65,7 mil para R$ 75,95 mil.

No imóvel o desenho é de mais gente entrando com cartas menores. Nos pesados é o contrário, menos gente entrando com cartas maiores. Dentro dos pesados, as cotas ativas de caminhão cresceram 17,9% e as de ônibus 50,8%, e as de máquina agrícola subiram até 2025 e recuaram em 2026.

Onde a desistência aumentou?

O índice de exclusão, que mede quanto das cotas vendidas acabou excluído por desistência ou falta de pagamento, caiu em imóveis e subiu em outros bens e serviços entre junho de 2024 e junho de 2026, pelo Banco Central. Em imóveis foi de 58,54% para 54,32%. Em outros bens móveis e serviços foi de 36,84% para 45,2%, uma alta de 8,4 pontos. No sistema inteiro ficou praticamente parado, de 48,95% para 48,8%.

Índice de exclusão por segmento, junho de 2024 e junho de 2026
SegmentoJunho de 2024Junho de 2026
Imóveis58,54%54,32%
Automóveis46,96%45,95%
Motocicletas48,53%48,71%
Outros bens móveis e serviços36,84%45,2%
Sistema48,95%48,8%

Como o índice é um estoque acumulado, a entrada de muitas cotas novas, que ainda não tiveram tempo de desistir, puxa o número para baixo, e parte da queda em imóveis pode vir daí. A alta em outros bens e serviços é o número a acompanhar, num segmento de prazo curto e carta pequena, e o Banco Central não publica a causa. A resposta sobre quanto se perde ao sair mostra o que pesa no bolso de quem desiste.

A taxa de administração subiu ou caiu?

A taxa média de administração dos grupos novos subiu de 18,22% para 18,97% no sistema entre junho de 2024 e junho de 2026, pelo Banco Central. Por segmento, subiu em imóveis, de 20,86% para 21,19%, e em outros bens móveis, de 20,49% para 23,16%. Caiu em pesados, de 13,68% para 12,4%, em automóveis, de 15,8% para 15,16%, em motocicletas, de 21,27% para 21,07%, e em serviços, de 14,37% para 14,08%.

A média do sistema subiu mesmo com a taxa caindo em quatro segmentos, porque o imóvel, que tem uma das taxas mais altas, ganhou peso nas vendas. Para quem compara, a média do segmento é a régua, e a taxa do grupo vem escrita na proposta em percentual e em reais. A resposta sobre taxa de administração mostra o peso de cada ponto na carta.

O que esses dois anos dizem para quem vai entrar

A casa, o carro ou a máquina entram num mercado que cresceu e mudou de forma em dois anos. Três leituras ajudam na escolha.

  1. No imóvel, a concorrência por lance cresceu junto com as vendas. As contemplações de imóvel passaram de 110 mil para 170 mil por ano, e 80,4% saíram por lance.
  2. Em serviços e outros bens, planeje a parcela com folga. É o segmento em que a desistência mais subiu.
  3. Use a média do seu segmento como régua. A taxa caiu em pesados e automóveis, e a proposta tem de mostrar onde o seu grupo fica perto dela.

Se quiser, me conta o bem, o valor e quanto cabe no mês. A gente devolve no mesmo dia útil as propostas das administradoras com grupo aberto, com a taxa em reais ao lado da média do segmento, e você fica com a que deixa mais dinheiro no seu bolso.

Perguntas sobre este texto

O consórcio cresceu em 2026?

Cresceu. Nos doze meses até junho de 2026, o sistema vendeu 5,72 milhões de cotas, 31,4% a mais que nos doze meses até junho de 2024, e as cotas ativas chegaram a 13,38 milhões, pelo Panorama do Sistema de Consórcios do Banco Central.

Qual segmento de consórcio mais cresceu?

Em número de cotas, o imóvel, que passou de 873 mil para 1,66 milhão de cotas vendidas por ano entre junho de 2024 e junho de 2026. Em percentual, eletrodomésticos e outros bens duráveis cresceram 160,6%, sobre uma base de menos de cem mil cotas.

Por que o consórcio de pesados vendeu menos?

O Banco Central mostra a queda de 289 mil para 193 mil cotas vendidas por ano entre junho de 2024 e junho de 2026, com a carta média subindo de R$ 209,23 mil para R$ 363,04 mil, sem publicar a causa. Nenhum motivo está confirmado.

O que é o índice de exclusão?

É a parte das cotas vendidas que foi excluída do grupo por desistência ou falta de pagamento, num estoque acumulado. Em junho de 2026 era de 48,8% no sistema, 54,32% em imóveis e 45,2% em outros bens móveis e serviços, pelo Banco Central.

A taxa de administração está subindo?

A média dos grupos novos subiu de 18,22% para 18,97% no sistema entre junho de 2024 e junho de 2026, puxada pelo peso maior do imóvel nas vendas. Por segmento, caiu em pesados, automóveis, motocicletas e serviços.

As fontes

  1. Banco Central do Brasil. Panorama do Sistema de Consórcios, datas-base de junho de 2024, junho de 2025 e junho de 2026. Abrir a fonte. Consultado em 25 de setembro de 2026.

Quer a sua proposta ao lado da média do segmento?

Me conta o bem, o valor e quanto cabe no mês. A gente devolve no mesmo dia útil as propostas das administradoras com grupo aberto, com a taxa em reais ao lado da média do segmento pelo Banco Central.